Eu sou assim... livre e leve como um pássaro... Vôo alto, tão alto que atinjo o céu... O céu é tão bom... Só tem anjos cantando, hinos de glória ao meu Deus...
sábado, 27 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
Um dia de cão!
Ontem definitivamente não foi um dia bom. Acho que não foi. Queria comprar um presente para meu pai, então, peguei meus sobrinhos pequenos: o Maycon e a Eduarda e saimos. Fomos ao comércio para procurarmos o presente.
Logo que cheguei, procurei por um local para estacionar, difícil em véspera de festas, como é o caso do dia dos pais... Após estacionar, peguei as crianças e fomos descendo a mesma rua. Passando em frente a um portão que se encontrava aberto, pois o dono encontrava-se regando a planta no passeio, avistamos um simples e minúsculo cachorrinho de uma raça que não consegui identificar, dado o calor do momento, e o fato de tê-lo subestimado mesmo, pois não percebi o quanto era perigoso a não ser quando senti o meu calcanhar sendo abocanhado por ele... Motivo pelo qual, de susto, gritei um ai meio sem graça e muxo!... Mas suficiente para assustar e preocupar o velhinho, que me olhava meio assustado meio preocupado, com os olhinhos quase saindo das órbitas, dizendo:_ Machucou? Olhei para ele meio consternada com sua preocupação que até esqueci de minha própria dor para responder-lhe:
_ Acho que não... deixa eu ver... Está ardendo somente, mas não sangrou... Parei um pouquinho. Verifiquei um pouco o local e não vi nenhum ferimento... Então, acalmei o velhinho, e continuei andando, descendo à rua, agradecendo aos céus por ter sido o meu tornozelo e não os de meus sobrinhos, razão que me fez ficar mais atenta e prestar atenção nos portões para ver se tinha mais cachorros... Não queria correr mais riscos, pensava.
Cheguei à loja para ver o presente de meu pai... Uma loja masculina, óbvio, mas algo aguardava-me. Olhei as promoções e ofertas, analisei também as de preços normais... fui olhando um pouco para encontrar o que eu procurava... mas sabendo o que eu mais ou menos queria. Em um dado momento, os meus sobrinhos e eu olhávamos algumas camisas bem despreocupados, quando fomos quase que imprensados por uma família que também buscava alguma peça próximo a nós, mas que fingia que não nos via... Como se estivéssemos invisíveis... A mãe veio pela frente onde eu me encontrava. E uma das filhas por trás onde estavam os meus sobrinhos... Cá para nós: não gosto de assumir isto, porque estou lutando contra. Odeio estar gordinha, mas tenho que encarar esta dura realidade!... E a senhora começou a me empurrar literalmente sem a menor cerimônia, como se eu fosse um saco de batatas... E, por outro lado, a filhinha dela fazia o mesmo com os meus sobrinhos... Parei tudo que fazia... Segurei meus lindos sobrinhos, voltei-me para a rica senhora, pois parecia a mãe _ acho que era a fortuna dela que a fazia me tratar como um lixo _ olhei bem para a cara dela para ver se ela se tocava que eu também era um ser humano, como ela, e portanto merecia respeito, esperando que ela se dignasse a pedir licença ou me enxergasse ali, aguardando respeitosamente a minha saída e de meus sobrinhos do local para poder entrar e não passar por cima de nós como ela estava fazendo ou pelo menos tentando fazer literalmente...
A mulher assustou-se tanto ao perceber o meu semblante feroz que desapareceu da minha frente, largando as peças que estava olhando... Tomara que tenha entendido o recado e aprenda a ser educada e não a querer dominar ninguém pela força do dinheiro ou da aparência...
Mas o dia ainda não tinha acabado... Levei as crianças para a casa delas... Faltava ainda ir buscar a minha outra irmã e os filhos dela na Rodoviária, pois iam chegar de São Paulo. Então, precisei voltar ao centro da cidade outra vez, porém a minha mãe lembrou-me muito temerosa _ ela teme muito _ não sabe lidar com o problema. De minha parte, aprendi... Ela avisou-me para tomar cuidado pois era dia das saidinhas dos presos, por causa do dia dos pais... mesmo que não pareça, eles também têm pais. Agradeci a ela e disse-lhe querendo lhe dar lição...
_ Mãe, eles são seres humanos como nós. Se os tratarmos bem eles não mexerão conosco.... Apenas não devemos nos expor ao perigo... E tentei ensinar-lhe uma porção de teorias, que na prática não são tão fáceis assim... Cada acontecimento requer uma atitude própria, então, gastei mesmo um pouco de teoria...
Para começar quando cheguei na Rodoviária fiquei meio que preocupada porque quase não encontrei lugar para estacionar... Depois quando cheguei no guichê havia aquelas pessoas "diferentes" como diria alguns esnobes, mas encarei... Fiquei por ali observando-os. Pareciam querer externar seus sentimentos justamente em público... mesmo em presença dos policiais que estavam a fazer a segurança do local... Para azar deles porque em
dado momento, um policial saído dentre aqueles, começou a esbravejar em alto e bom tom alguns impropérios, que nem me ative, tamanha a importância que dei... Eu considero desnecessário a truculência de alguns policiais, levando-se em conta que já estão devidamente armados... Todos sabem, pelo menos eu imagino que saibam, as consequências de enfrentar-se pessoas armadas, mesmo que estas pessoas tenham o dever de proteção... E tentar chamar a atenção das pessoas por causa de algum barulhinho, ou de um comportamento diferente, realmente não me impressionou nem um pouco... Estamos em um país democrático, e São Paulo está inserido neste País... Temos que respeitar o direito das pessoas serem como elas desejam ser, e não porque o outro é assim, também vou ser... Cada um deve respeitar o direito do outro: civilização...
O povo agora assustado, sem que eu pudesse identificar se era por causa do policial ou da presença daquelas pessoas ali tão próximas deles, olhavam-nos como se fossem extra terrestres ou como se tivessem uma doença contagiosa...
Claro, que eles perderam o chão e a espontaneidade ou sabe Deus o que mais... Alguns não souberam onde enfiar a cara e foram saindo de mansinho. Outros sentaram-se para disfarçar... E eu continuei a observar todo o desenrolar daquela cena... Como o meu dia ainda estava por começar, tentei não pensar muito naquele espetáculo... Continuei aguardando o ônibus que após uma hora chegou, trazendo os meus sobrinhos e a minha irmã. Fomos para casa tentando colocar as novidades em dia e orando para que o dia de cão fosse encerrado sem mais nenhum contratempo...
quinta-feira, 28 de julho de 2011
O lado do sol
Hoje pela primeira vez no ano tomei um ônibus coletivo. É que esse final de semana fiquei com o carro de minha amiga pois ela me pediu para usá-lo. Tenho o meu, mas o dela é novo e ela queria que eu experimentasse para eu me entusiasmar e comprar um novo também. Embora eu tenha gostado muito hoje tive que devolvê-lo. Então, precisei voltar de ônibus para casa.
Da casa dela até a minha eu preciso tomar dois ônibus. Outrossim, peguei o primeiro para ir até o terminal sem, no entanto, lembrar-me da minha labirintite. Como não ando muito de ônibus não lembrava do quanto é ruim andar de ônibus nas ruas dessa cidade. Ele vai sacolejando e aumentando o mal-estar até o terminal. De modo que, mesmo antes de chegar ao terminal eu já concentrava as minhas forças para que ele chegasse logo, pois minha cabeça e estômago estavam rodando.Quando desci do ônibus fui rápido para pegar o outro que já estava de partida, mas minha cabeça não parava de rodar. Cheguei até o ônibus para ver se era o que eu precisava tomar, porém desisti. Com a sensação de que a qualquer momento eu colocaria tudo para fora do estômago, preferi esperar para tomar o próximo. E como o bolo alimentar parecia ter subido até a garganta eu precisei ficar andando para diminuir a sensação ruim... Andei, dentro do terminal, até me sentir melhor. Então sentei-me em um banco e pus-me a conversar com outra passageira.
Quando me senti melhor tomei um dos ônibus que vão para a região de minha casa. Engraçado que quando eu entro, fico logo procurando por um lugar onde o sol não incida... Pensando eu estar em um bom lugar, sentei-me, e esperei o ônibus partir. Para minha tristeza, na primeira oportunidade, o sol refletiu sua luz bem na minha cara...Não que não gosto do sol, adoro-o, como todas as coisas feitas pelas mãos do criador. Tinha um senhor sentado ao meu lado. Então, falei para ele:
- Puxa! O sol está bem na minha cara! Ele respondeu-me, dizendo:
- Não! Logo ele vai ficar do outro lado. Eu já sabendo que havia pegado o lugar no sol, disse-lhe:
- Não, este é o lado do sol. Assim iniciamos uma conversa que entrou em tantos assuntos. Do sol fomos para os homossexuais, homofobia e outros mais. Por fim o meu companheiro de cadeira, falou:
- As pessoas precisam se conformar que rico é rico e pobre é pobre. Então perguntei-lhe:
- Como assim: Então ele me disse:
- Minha Senhora os pobres sempre vão ser pobres e os ricos sempre vão ser ricos. Dei uma olhada para ele muito séria e perplexa com este comentário pois, não fazia ideia que alguém ainda pudia pensar dessa forma com tanta evolução e tecnologia. Este pensamento pegou-me de surpresa. A meu ver é muito limitador e retrógrado. Ou próprio de pessoas sem nenhum conhecimento científico. Pude entender porque alguns não conseguem sair do estado de miserabilidade que as situações os colocam. São pessoas desestimuladas por causa da continuidade de determinados comportamentos e que não pensam em mudar o "status quo" que se estabeleceu em suas vidas. Então, disse para ele o seguinte:
- Meu Senhor por causa disto que muitas pessoas não saem do lugar, porque pensam como o Senhor. Não é bem assim meu Senhor... Tudo depende de nós de nosso desenvolvimento intelectual... É preciso que despertemos e queiramos melhorar senão não melhoramos mesmos. Essa estória de rico ser sempre rico e pobre ser sempre pobre é uma balela... Vemos muitas pessoas que eram pobres e enricaram com o esforço, estudo, trabalho e dedicação... As pessoas não podem se conformar com a situação na qual nasceram ou cresceram. Elas precisam despertar e ver que tudo é possível. Precisamos descobrir os caminhos que os ricos trilharam e fazer o mesmo. Precisamos ser humildes e aceitar fazer alguns sacrifícios no começo para depois colher os louros. Não podemos querer achar as coisas prontas. Se não nos submetermos a determinadas situações não aprendemos o que é necessário para crescermos ou melhorarmos o nosso padrão de vida...
Falamos mais algumas coisas e então, contei-lhe um pouco de minha vida e como eu tinha conseguido cursar uma faculdade com a ajuda de Deus que havia se lembrado de mim. Porque se não fosse Deus em minha vida eu não teria saído do lugar e talvez ainda pensasse como ele, hoje. Não pude continuar a conversa, pois o ônibus havia chegado ao meu destino e tive que descer. Despedi-me do meu companheiro e fui para casa pensando naquele comentário infeliz. Triste porque se os pobres pensassem realmente do mesmo jeito que ele, nós estaríamos fadados a conviver com a desigualdade por muitos anos ainda... mas cheguei em casa, graças a Deus.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Curiosa
Ainda não consegui me refazer do susto que levei hoje, à tarde, quando retornando de minhas habituais caminhadas, deparei-me com uma cena a qual prendeu minha atenção não conseguindo eu desviar os olhos. Fiquei vexada e curiosa porque, não que fosse algo que não vemos no dia a dia, mas é que naquele local eu não esperava encontrar aquela situação. Passo ali todo o santo o dia quando volto de minhas caminhadas e nunca presenciei nada igual, então, surpreendeu-me tal fato, e lógico fiquei a olhar.
Numa esquina de uma avenida, sentada no chão, encostada ao muro encontrava-se uma mulher, com aspecto ainda muito jovem, com às mãos ocultando o rosto e à sua frente um homem, também jovem que conversava com ela. Quando vi aquela cena fiquei curiosa em saber o que se passava com a jovem porque achei que ela estava com dificuldade para respirar, da minha visão, que não era perto. Assim, curiosa em descobrir o que se passava com a jovem olhava, sem nem disfarçar, quando de repente a moça retirou as mãos do rosto e me mostrou o dedo médio. Isso mesmo! Aquele sinal esdrúxulo que os mais atrevidos costumam fazer quando alguma coisa os desagradam. A mulher mostrou-me o "maior de todos", o "pai de todos", desavergonhadamente e sem nenhum pudor ou respeito pela minha preocupação em descobrir o que realmente se passava com ela...
Desconcertada como uma criança pega em flagrante, virei a cara e segui o meu caminho sem olhar mais para nenhum lado e muito menos me preocupar com o que quer que seja. Hoje em dia não podemos nem nos preocupar com as situações que nos deparamos porque corremos risco de sofrermos qualquer tipo de violência. A moça poderia estar cheirando alguma substância ou até mesmo namorando e sentiu-se invadida pelo meu olhar curioso. Não que eu ache que ela está correta. Com certeza ela não foi educada adequadamente.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Aprender ponto de tricô
Hoje fui ao comércio, em uma loja que vende linhas para aprender um ponto de tricô que vi numa revista que tenho, há uns quatro anos e que não tem jeito de eu conseguir decifrar como fazer o tal ponto, mesmo seguindo à risca a receita.
Na loja, tem uma professora, para a qual pagamos o valor de R$ 4,00(quatro reais) e, ela nos ensina qualquer ponto, que queiramos aprender, - desde que ela saíba o ponto - ficou claro hoje.
Quando cheguei, cumprimentei à professora pois já a conhecia de outras datas, embora o tempo a tivesse feito, esquecer-se de mim. Em seguida mostrei a ela a revista em que estava à blusa que eu pretendia fazer. Ela deu uma boa gargalhada e comentou sorrindo:
_ Eu quero que alguém me traga uma revista que tenha conseguido compreender a receita. Não tem nenhuma, ela acrescentou. Então eu disse:
_ Não sei por que eu continuo comprando se não consigo entender nenhum ponto que eles ensinam? Não compro mais!
É verdade o que à professora disse. Tenho uma porção de revistas de tricô e crochê e não consigo fazer nenhuma das peças demonstradas. Tenho sempre que ir a esta mesma loja para que ela ou outra professora me expliquem.
Certo é que depois de algum tempo tentando copiar a receita da revista, tivemos que desistir. A professora não conseguiu entender o ponto e eu voltei ao ponto de partida: reler a receita e continuar tentando entendê-la ou partir para outro ponto. Porém, sou teimosa vou insistir sozinha.
Como fui à loja para decifrar a receita da revista, e a professora não havia conseguido entender, despedi-me da professora e das demais alunas e fui embora com uma certeza apenas: ou esses donos de revistas fazem de propósito(colocam uma receita inintelígivel) ou eles acham que todos são bobos mesmo.
Fique atenta! Não caía nessa! As peças expostas nas revistas são divinas, mas são impossíveis de compreender às receitas. Não desisti de fazer à minha blusa, mas vou fazer do meu jeito. Ou fazer um modelo com um ponto de fácil compreensão. E você? Já tentou decifrar alguma receita das revistas de tricô?
Na loja, tem uma professora, para a qual pagamos o valor de R$ 4,00(quatro reais) e, ela nos ensina qualquer ponto, que queiramos aprender, - desde que ela saíba o ponto - ficou claro hoje.
Quando cheguei, cumprimentei à professora pois já a conhecia de outras datas, embora o tempo a tivesse feito, esquecer-se de mim. Em seguida mostrei a ela a revista em que estava à blusa que eu pretendia fazer. Ela deu uma boa gargalhada e comentou sorrindo:
_ Eu quero que alguém me traga uma revista que tenha conseguido compreender a receita. Não tem nenhuma, ela acrescentou. Então eu disse:
_ Não sei por que eu continuo comprando se não consigo entender nenhum ponto que eles ensinam? Não compro mais!
É verdade o que à professora disse. Tenho uma porção de revistas de tricô e crochê e não consigo fazer nenhuma das peças demonstradas. Tenho sempre que ir a esta mesma loja para que ela ou outra professora me expliquem.
Certo é que depois de algum tempo tentando copiar a receita da revista, tivemos que desistir. A professora não conseguiu entender o ponto e eu voltei ao ponto de partida: reler a receita e continuar tentando entendê-la ou partir para outro ponto. Porém, sou teimosa vou insistir sozinha.
Como fui à loja para decifrar a receita da revista, e a professora não havia conseguido entender, despedi-me da professora e das demais alunas e fui embora com uma certeza apenas: ou esses donos de revistas fazem de propósito(colocam uma receita inintelígivel) ou eles acham que todos são bobos mesmo.
Fique atenta! Não caía nessa! As peças expostas nas revistas são divinas, mas são impossíveis de compreender às receitas. Não desisti de fazer à minha blusa, mas vou fazer do meu jeito. Ou fazer um modelo com um ponto de fácil compreensão. E você? Já tentou decifrar alguma receita das revistas de tricô?
terça-feira, 5 de julho de 2011
Ida ao médico
No post anterior falei que fiquei mal na madrugada de ontem. No domingo havia ido a uma feijoada na casa da vizinha. Fui convidada com certo entusiasmo e, achei chato dizer que estava de dieta. Assim, não cogitei a possibilidade de passar mal por conta da abstêncão, há dias, de alguns alimentos que fazem parte da feijoada, como as carnes e o arroz.
Certo é que estou mal até hoje e como não pago plano de saúde(exceto o que tenho direito: IAMSPE), vi-me forçada a recorrer aos serviços prestados por ele mesmo. Embora não tenha uma situação financeira tão ruim, resolvi me submeter ao atendimento médico prestado pelo IAMSPE, esquecendo eu como são deficientes. Se não for igual ao SUS é um pouco pior...
Fui simplismente por que não consigo entender o que está acontecendo com o meu lado esquerdo. Fui para testar mais uma vez os serviços e para ter consciência do que melhorou ou piorou.
Ao chegar fui prontamente atendida pela recepcionista que anotou meus dados e pediu para que eu esperasse o médico chamar, no caso médica... Sentei-me e pus-me a fazer meu tricô enquanto aguardava. Odeio ficar ociosa. Em qualquer lugar que eu tenha que esperar ou levo tricô ou um livro para ocupar meu tempo. Algumas senhoras que estavam também esperando aproveitaram para saber o que eu estava tricotando e, aproveitaram para me confessar que elas não conseguiam aprender a fazer. Animei-as um pouco e disse-lhes que era fácil, que elas não desanimassem pois a minha mãe havia aprendido depois de velha também... Uma olhou para mim como se não tivesse gostado de ter sido chamada de velha, fiquei desconcertada com a minha gafe e tratei de emendar dizendo:
- éh! Minha mãe tinha mais de cinquenta anos quando aprendeu. Ela deu uma risadinha amarela e um sorriso o que me aliviou.
Quando à médica me chamou tratei de lhe relatar o ocorrido no domingo e, ela prontamente me disse:
- taí, um corpo estranho! Você fazendo uma dieta destas e depois resolve ingerir essa quantidade de gorduras, seu organismo reclamou. Acho que você está com colite(diagnóstico dela), vai precisar ir a um especialista de estômago. Só ele poderá analisar melhor o que você tem através de exames específicos para o caso. Aqui mesmo tem especialistas. Você pode marcar a hora que você sair e ele vai ver melhor para você... Vou te receitar algum remédio para dor e para inflamção apenas. Ela me instruiu como tomar os remédios e eu saí do consultório com o mesmo desconforto.. Até um pouco pior porque pensei que ela mesma poderia ter pedido o exame uma vez que eu já não estava bem. Mas não! Teria que ir a outro médico. Vejam até onde vai o descaso... Veja como o Estado se preocupa com nossa saúde!...
Saí do consultório e fui verificar se lá mesmo tinha o especialista sugerido pela médida. A atendente deu-me alguma desculpa e pediu-me para ligar dali a um mês quando então ela poderia está me respondendo o que aconteceu com o meu convênio. Eu já um pouco incomodada com o desconforto falei para ela:
- Quem estiver morrendo vai para o cemitério não é? Mesmo sabendo que ela não era a culpada e sim alguém mais acima. Saí um pouco nervosa porque não estou conseguindo respirar direito pois dói quando respiro e a médica vem me dizer que o problema é no intestino e ainda por cima teria que esperar um mês para eles resolverem se vão continuar atendendo ou não pelo IAMSPE?
Que tristeza viver em um país que não dá importância aos seus cidadãos! Viver em um país que mesmo ganhando pouco você tem que guardar para ter dinheiro nas horas ruins. Ou pior que enquanto uns se apropriam inadvertidamente do dinheiro público, outros morrem sem direito a um bom atendimento médico. E ainda ter que se lembrar que todos os que estão no poder são colocados pelo mesmo povo que sofre nas filas de hospitais públicos também e que são relegados porque não possuem instrução necessária e adequada para se fazerem notar. No meu caso, eu confio nos médicos dos médicos: Jesus Cristo e a ele recorro em minhas aflições. E aqueles que não confessam este Jesus? O que fazem? Vão para o caixão? Alguns vão.
Tenho que me consolar. Vou tomar os remédios receitados pela médica e aguardar que este desconforto passe, porque se não passar terei que despender meu suado dinheirinho que está guardado para estas ocasiões. E quem não consegue guardar? Responda-me se puder...
Certo é que estou mal até hoje e como não pago plano de saúde(exceto o que tenho direito: IAMSPE), vi-me forçada a recorrer aos serviços prestados por ele mesmo. Embora não tenha uma situação financeira tão ruim, resolvi me submeter ao atendimento médico prestado pelo IAMSPE, esquecendo eu como são deficientes. Se não for igual ao SUS é um pouco pior...
Fui simplismente por que não consigo entender o que está acontecendo com o meu lado esquerdo. Fui para testar mais uma vez os serviços e para ter consciência do que melhorou ou piorou.
Ao chegar fui prontamente atendida pela recepcionista que anotou meus dados e pediu para que eu esperasse o médico chamar, no caso médica... Sentei-me e pus-me a fazer meu tricô enquanto aguardava. Odeio ficar ociosa. Em qualquer lugar que eu tenha que esperar ou levo tricô ou um livro para ocupar meu tempo. Algumas senhoras que estavam também esperando aproveitaram para saber o que eu estava tricotando e, aproveitaram para me confessar que elas não conseguiam aprender a fazer. Animei-as um pouco e disse-lhes que era fácil, que elas não desanimassem pois a minha mãe havia aprendido depois de velha também... Uma olhou para mim como se não tivesse gostado de ter sido chamada de velha, fiquei desconcertada com a minha gafe e tratei de emendar dizendo:
- éh! Minha mãe tinha mais de cinquenta anos quando aprendeu. Ela deu uma risadinha amarela e um sorriso o que me aliviou.
Quando à médica me chamou tratei de lhe relatar o ocorrido no domingo e, ela prontamente me disse:
- taí, um corpo estranho! Você fazendo uma dieta destas e depois resolve ingerir essa quantidade de gorduras, seu organismo reclamou. Acho que você está com colite(diagnóstico dela), vai precisar ir a um especialista de estômago. Só ele poderá analisar melhor o que você tem através de exames específicos para o caso. Aqui mesmo tem especialistas. Você pode marcar a hora que você sair e ele vai ver melhor para você... Vou te receitar algum remédio para dor e para inflamção apenas. Ela me instruiu como tomar os remédios e eu saí do consultório com o mesmo desconforto.. Até um pouco pior porque pensei que ela mesma poderia ter pedido o exame uma vez que eu já não estava bem. Mas não! Teria que ir a outro médico. Vejam até onde vai o descaso... Veja como o Estado se preocupa com nossa saúde!...
Saí do consultório e fui verificar se lá mesmo tinha o especialista sugerido pela médida. A atendente deu-me alguma desculpa e pediu-me para ligar dali a um mês quando então ela poderia está me respondendo o que aconteceu com o meu convênio. Eu já um pouco incomodada com o desconforto falei para ela:
- Quem estiver morrendo vai para o cemitério não é? Mesmo sabendo que ela não era a culpada e sim alguém mais acima. Saí um pouco nervosa porque não estou conseguindo respirar direito pois dói quando respiro e a médica vem me dizer que o problema é no intestino e ainda por cima teria que esperar um mês para eles resolverem se vão continuar atendendo ou não pelo IAMSPE?
Que tristeza viver em um país que não dá importância aos seus cidadãos! Viver em um país que mesmo ganhando pouco você tem que guardar para ter dinheiro nas horas ruins. Ou pior que enquanto uns se apropriam inadvertidamente do dinheiro público, outros morrem sem direito a um bom atendimento médico. E ainda ter que se lembrar que todos os que estão no poder são colocados pelo mesmo povo que sofre nas filas de hospitais públicos também e que são relegados porque não possuem instrução necessária e adequada para se fazerem notar. No meu caso, eu confio nos médicos dos médicos: Jesus Cristo e a ele recorro em minhas aflições. E aqueles que não confessam este Jesus? O que fazem? Vão para o caixão? Alguns vão.
Tenho que me consolar. Vou tomar os remédios receitados pela médica e aguardar que este desconforto passe, porque se não passar terei que despender meu suado dinheirinho que está guardado para estas ocasiões. E quem não consegue guardar? Responda-me se puder...
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Inverno
Meu blog estava precisando de um novo visual... Então, procurei um que tivesse a ver com a estação e encontrei esse que coloquei... Achei que tem tudo a ver, apesar de no Brasil não nevar desse jeito.
Eu gosto de todas as estações do ano, mas o inverno me encanta... Apesar de gostar de neve e nunca ter visto, sou apaixonada pelo frio... Este ano talvez não, mas no próximo faço votos que tudo dê certo para eu puder conhecer as regiões mais frias do país... Cidades como São Joaquim, Campos do Jordão ou até mesmo Gramado, quero poder visitar e conhecer. Estive em Santa Catarina e Curitiba já, mas não no inverno. No Rio Grande do Sul nunca estive... então, quero ter a chance de conhecê-las no inverno para experimentar o frio que faz por lá e, se nevar melhor será.
Ontem estava meio friozinho aqui, mas não tanto a ponto de ficar debaixo dos cobertores. AGasalhei-me simplismente. Porém, quando passou da meia-noite foi ficando mais frio. Como não encontrava mais nada interessante no PC e já sonhando com meus cobertores corri para a cama. No entanto, às quatro horas da madrugada, acordei com um certo desconforto do lado esquerdo do corpo, logo abaixo do peito. Levantei-me para certificar-me do que se tratava, mas não entendi... Fiquei horas tentando encontrar um motivo para tal desconforto e nada... Pensei em tudo o que comi durante o dia. Analisei item por item e não encontrei um culpado - Você não imagina o que é passar mal em plena noite gelada.
Então voltei para a cama e tentei dormir porque estava muito frio. Para meu espanto não conseguia me acomodar... Estava desconfortável. Tive que levantar e ir para o sofá porque não conseguia uma posição confortável.
Lá fora aquele vento gelado balançava as árvores do meu quintal. Vi pela vidraça que tem em minha sala. Liguei a TV para ver o que estava passando e deitei-me pensando que o desconforto fosse passar. Nada interessante na TV, apenas um filme antigo... mas tive que me consolar e ficar sentada pois deitada não conseguia.
Não conseguir pregar o olho o resto da noite. O dia amanheceu. Não consegui ainda entender o que se passa com o meu lado esquerdo. O desconforto se estendeu um pouco mais para o estômago e tira-me o ar. Como consigo andar, apenas não posso fazer muito movimento com o corpo pois há algo que bloquia a respiração, comi um pedaço de mamão para ver se acontecia alguma coisa ou melhorava... nada.
Mais tarde depois de conseguir deitar um pouco e cochilar, no sofá mesmo, levantei-me outra vez. Desta vez, pensei: - vou tomar uma xícara de café, quem sabe passa... Voltei para o sofá com esperança, mas nada aconteceu. O desconforto continua o mesmo e ainda dói quando respiro. Ainda não sei o que fazer, odeio hospitais. Como é algo estranho, mas suportável estou pensando que talvez com o almoço e a minha caminhada ela melhore.
Odeio ficar doente. A gente não produz. Veja: estou desde às quatro horas da manhã acordada e não consigo entender o que é isto que estou sentindo. É como se tivesse ar dentro de mim, do meu lado esquerdo, logo abaixo da costela. Refletindo no estômago.
Já é meio-dia e não fiz nada. Apenas entrei na internet para escrever sobre. O sol apareceu com seu calor e mandou embora um pouco do frio que fez a noite. Para mim inverno tem que ter frio. Apesar do inverno ter entrado no dia 21 estava um pouco quente para a estação... o que me impedia de usar toda a minha indumentária para a ocasião. Espero sinceramente que o frio nos brinde sempre com a sua presença. Inverno sem frio é como chuva no verão...
Eu gosto de todas as estações do ano, mas o inverno me encanta... Apesar de gostar de neve e nunca ter visto, sou apaixonada pelo frio... Este ano talvez não, mas no próximo faço votos que tudo dê certo para eu puder conhecer as regiões mais frias do país... Cidades como São Joaquim, Campos do Jordão ou até mesmo Gramado, quero poder visitar e conhecer. Estive em Santa Catarina e Curitiba já, mas não no inverno. No Rio Grande do Sul nunca estive... então, quero ter a chance de conhecê-las no inverno para experimentar o frio que faz por lá e, se nevar melhor será.
Ontem estava meio friozinho aqui, mas não tanto a ponto de ficar debaixo dos cobertores. AGasalhei-me simplismente. Porém, quando passou da meia-noite foi ficando mais frio. Como não encontrava mais nada interessante no PC e já sonhando com meus cobertores corri para a cama. No entanto, às quatro horas da madrugada, acordei com um certo desconforto do lado esquerdo do corpo, logo abaixo do peito. Levantei-me para certificar-me do que se tratava, mas não entendi... Fiquei horas tentando encontrar um motivo para tal desconforto e nada... Pensei em tudo o que comi durante o dia. Analisei item por item e não encontrei um culpado - Você não imagina o que é passar mal em plena noite gelada.
Então voltei para a cama e tentei dormir porque estava muito frio. Para meu espanto não conseguia me acomodar... Estava desconfortável. Tive que levantar e ir para o sofá porque não conseguia uma posição confortável.
Lá fora aquele vento gelado balançava as árvores do meu quintal. Vi pela vidraça que tem em minha sala. Liguei a TV para ver o que estava passando e deitei-me pensando que o desconforto fosse passar. Nada interessante na TV, apenas um filme antigo... mas tive que me consolar e ficar sentada pois deitada não conseguia.
Não conseguir pregar o olho o resto da noite. O dia amanheceu. Não consegui ainda entender o que se passa com o meu lado esquerdo. O desconforto se estendeu um pouco mais para o estômago e tira-me o ar. Como consigo andar, apenas não posso fazer muito movimento com o corpo pois há algo que bloquia a respiração, comi um pedaço de mamão para ver se acontecia alguma coisa ou melhorava... nada.
Mais tarde depois de conseguir deitar um pouco e cochilar, no sofá mesmo, levantei-me outra vez. Desta vez, pensei: - vou tomar uma xícara de café, quem sabe passa... Voltei para o sofá com esperança, mas nada aconteceu. O desconforto continua o mesmo e ainda dói quando respiro. Ainda não sei o que fazer, odeio hospitais. Como é algo estranho, mas suportável estou pensando que talvez com o almoço e a minha caminhada ela melhore.
Odeio ficar doente. A gente não produz. Veja: estou desde às quatro horas da manhã acordada e não consigo entender o que é isto que estou sentindo. É como se tivesse ar dentro de mim, do meu lado esquerdo, logo abaixo da costela. Refletindo no estômago.
Já é meio-dia e não fiz nada. Apenas entrei na internet para escrever sobre. O sol apareceu com seu calor e mandou embora um pouco do frio que fez a noite. Para mim inverno tem que ter frio. Apesar do inverno ter entrado no dia 21 estava um pouco quente para a estação... o que me impedia de usar toda a minha indumentária para a ocasião. Espero sinceramente que o frio nos brinde sempre com a sua presença. Inverno sem frio é como chuva no verão...
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