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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Curiosa

Ainda não consegui me refazer do susto que levei hoje, à tarde, quando retornando de minhas habituais caminhadas, deparei-me com uma cena a qual prendeu minha atenção não conseguindo eu desviar os olhos. Fiquei vexada e curiosa porque, não que fosse algo que não vemos no dia a dia, mas é que naquele local eu não esperava encontrar aquela situação. Passo ali todo o santo o dia quando volto de minhas caminhadas e nunca presenciei nada igual, então, surpreendeu-me tal fato, e lógico fiquei a olhar.
Numa esquina de uma avenida, sentada no chão, encostada ao muro encontrava-se uma mulher, com aspecto ainda muito jovem, com às mãos ocultando o rosto e à sua frente um homem, também jovem que conversava com ela. Quando vi aquela cena fiquei curiosa em saber o que se passava com a jovem porque achei que ela estava com dificuldade para respirar,  da minha visão, que não era perto. Assim, curiosa em descobrir o que se passava com a jovem olhava, sem nem disfarçar, quando de repente a moça retirou as mãos do rosto e me mostrou o dedo médio. Isso mesmo! Aquele sinal esdrúxulo que os mais atrevidos costumam fazer quando alguma coisa os desagradam. A mulher mostrou-me o "maior de todos", o "pai de todos", desavergonhadamente e sem nenhum pudor ou respeito pela minha preocupação em descobrir o que realmente se passava com ela... 
Desconcertada como uma criança pega em flagrante, virei a cara e segui o meu caminho sem olhar mais para nenhum lado e muito menos me preocupar com o que quer que seja. Hoje em dia não podemos nem nos preocupar com as situações que nos deparamos porque corremos risco de sofrermos qualquer tipo de violência. A moça poderia estar cheirando alguma substância ou até mesmo namorando e sentiu-se invadida pelo meu olhar curioso. Não que eu ache que ela está correta. Com certeza ela não foi educada adequadamente.