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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Em busca de terras baratas

Ontem fui à chacara de minha colega. Na verdade ela queria me mostrar umas terras que estavam à venda. Aceitei ir ver as terras com ela... pois estou interessada em montar uma chácara também... Como meus pais estavam sozinhos e desocupados convidei-os para irem com a gente.
Saímos à uma hora da tarde e passamos na chácara dela para pegar o esposo dela que estava lá... A viagem estava agradável não fosse ela ser muito amiga da minha amiga que morreu e o assunto ter descambado para este tema. Não sei se foi esse o motivo. Fato é que despertou em todos um certo mal-estar, inclusive na minha mãe que já está perto dos 70 e ficou muito estressada.
Minha mãe passou a reclamar da distância dessa chácara e bastante incomodada dizia que eu não deveria comprar uma chácara tão distante da cidade e vendo às terras próximas mostrava-me e pedia que eu comprasse uma daquelas que era perto e não a que estávamos indo. Ela dizia: Onde já se viu comprar chácara tão longe! Coitada! Nem ela nem eu imaginávamos que iríamos para dentro do mato literalmente!
Andávamos, andávamos e o lugar não aparecia. De minha parte não desanimei e nem deixei transparecer em minha fisionomia meu cansaço e desânimo, mas minha mãe não se continha por mais que eu tentasse animá-la a não ser tão medrosa e pessimista. Fiquei firme e passei a imaginar que encontraríamos essas terras férteis e baratas, porém nada delas aparecerem.
De repente chegamos próximo ao lugar e havia um senhor capinando. Paramos e conversamos com ele sobre as tais terras. Já nos desanimou porque ele nos disse que não havia mais nenhuma unidade, mas nos indicou um lugar em que poderíamos encontrar outras que também estavam à venda. Ali pedimos água a este senhor pois saímos desprevenidas e, para alegria de minha mãe a senhora da casa era da mesma igreja dela. Trocaram algumas palavras e ela saiu um pouco mais confortada já sabendo dos benefícios que as terras poderiam lhe trazer, mesmo assim reclamava de estar tão longe da cidade e dentro da mata tão densa.   
Seguimos para o local que o Senhor nos indicou e ali também fomos informados de que não havia mais nenhuma unidade à disposição. Todos os terrenos já tinham famílias interessadas inscritas e até já havia inscrição para suplentes caso os contemplados não apresentassem as condições. 
Agradeci aos céus por não haver mais terras à disposição... Realmente para mim não seria adequado. Ir aquelas terras levaria todo o meu tempo livre e eu iria me cansar bastante. Eu teria que mudar de cidade, caso conseguisse. De qualquer forma, inscrevi-me como suplente também pois gostei do local e da terra. 
E até minha mãe que estava tão pessimista quanto à distância se apaixonou pelo local. De repente até ela queria fazer inscrição só de ver as plantações no local. Aí aproveitei para orientá-la, mesmo sabendo que o estado psicológico dela devia-se ao fato de ter tocado no assunto da morte de nossa colega. Expliquei a minha mãe que não se deve expressar desânimo ou falta de fé quando sair para um empreendimento como o nosso, porque mesmo que a gente esteja desanimado devemos demonstrar ânimo e esperança e não o contrário... O nosso ânimo seria a mola propulsora da realização de nosso empreendimento. 
Ontem foi muito quente aqui e o carro estava cheio: meus pais, minha amiga e o esposo no meio do mato. Imagine se o carro quebra? Se fura um pneu? Ou se resolve chover? Terra de chão, com certeza ficaríamos atolados ou não... Melhor sermos mais prudentes e sair com o carro mais leve. E não levar pessoas que facilmente se estressam como minha mãe. Pessoas de idade não gostam muito de aventuras como esta. Embrenhar-se no meio do mato para encontrar chácaras ou terras mesmo? É coisa para jovens ou de menos idade! E, devemos ter a cautela de nos informar quanto à distância, afinal não podemos prever os contratempos.