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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

VOLTAR PARA CASA









Eu fico com dó dos meus sobrinhos toda vez que tenho que voltar para casa... é que os pais deles decidiram abandonar tudo aqui na cidade e resolveram que seria melhor educar as crianças em um sítio... Eles aceitaram uma boa proposta para cuidar de um sítio e não pensaram duas vezes: loucos.
Apesar de gostar muito do campo achei que os dois não estavam pensando direito... Onde já se viu fazer isso comigo? Eu adoro os meninos e ia sempre à casa deles para ficar com as crianças e agora se quiser vê-los tenho que pegar estrada, pagar pedágio e respirar ar puro... Muito ruim mesmo, não??? Justo eu que não gosto nada de estrada. E, sítio? Huuuummmm???!!!!! O ruim de tudo isso é desembolsar para pagar o pedágio... mas o resto? Imagine!!
Claro, no começo, critiquei até, e ainda critico... Não tem sido fácil para minha irmã, coitada! Ter que enfrentar à solidão... Tão acostumados estavam às crianças à cidade. Sem contar que viver no mato não é a mesma coisa! Tem que enfrentar os animais, insetos,.. e trabalhar sem parar... Há serviço em toda a parte e a atenção tem Que ser redobrada...
Muito desgastante à vida no campo... mas tem as suas vantagens.... o seu lado positivo como em todas as coisas... E eu amo o campo, a natureza, o verde... Amo o cheiro da terra... E ficar entre as árvores frutíferas é o meu maior prazer... Colher às frutas e comer ali no pé, nada melhor... Sempre fui do campo... Apesar de ter vindo para à cidade e me educado. Estudei e me formei e agora estou pensando também em voltar para o campo... É uma delícia acordar com aquele cheiro de estrume! E os pássaros cantando na janela?
Adorei o dia hoje. Pena que cheguei muito tarde no sítio. Era hora do almoço e todos já estavam à mesa... Comidinha caipira e depois aquela modorra, com as crianças gritando: - tia acorda! Me leva ali! Vamos brincar! Quero comer jabuticaba... Abraço como diria minha irmã Gileade... Não me deixaram pregar o olho... Aliás, não me deixou, o Maicon, pois a Duda estava bem gripadinha e desanimada com o resfriado, nem quis saber de brincadeiras. Ele que ficou o tempo todo no meu pé... Ainda bem que ele brincou tanto que adormeceu e assim não sofreu tanto quando voltei para casa... Deitou na rede e de tão cansado dormiu...