Foi-se o tempo em que eu ficava em frente da tv, assistindo jogo... mas a seleção brasileira, confesso: não resisto. Quando vejo estou grudada na telinha, assistindo, torcendo e passando nervoso, como foi o caso de hoje.
Assisti aos dois últimos. O primeiro jogo do Brasil contra a Coréia do Norte e o segundo contra a Costa do Marfim, e garanto-lhes que havia ficado bastante contente com a performance dos jogadores do Dunga no segundo jogo contra a Costa do Marfim, só que hoje foi de enfartar... Não conseguir ficar vidrada. O nervoso foi tanto que eu me levantava e sentava para não ver a falta de criatividade dos nossos jogadores. Eles não conseguiram fazer nada em campo. Perdiam a bola com facilidade e, quando conseguiam pegar nela não sabiam para quem tocar, ou atrasavam-na. Como se eles estivessem com medo de enfrentar a seleção portuguesa - nação irmã. Nenhum ataque digno de comemoração.
O jogo foi um fiasco. Os jogadores não conseguiram controlar a bola. Os portugueses não deram chance a eles de fazerem nenhuma jogada digna de uma seleção, sobretudo a nossa. Vamos perdoá-los hoje, porque estava sem Robinho, Kaká e Elano. Mas nada de usá-los como desculpa para o jogo ruim. Houve muitas possibilidades... mas eles pareciam desmotivados.
Na rua só o silêncio reinava. Hoje, aqui em minha cidade: nem fogos, nem buzinadas. Ficou um gosto de derrota no ar. E as pessoas estavam cabisbaixas, pensativas e, também um pouco envergonhadas por esperarem tanto da Copa do Mundo e dos jogadores. Como se todos esperassem a Copa do Mundo para extravasar seus sentimentos. Como se não tivessem outra motivação para realmente ficarem felizes. Como se a Copa do Mundo fosse uma esperança de felicidade. Todos os brasileiros ficaram sem graça com o empate.
No fundo, este empate tirou de todos à esperança de diversão. Diversão, sim, porque no Brasil comemora-se tudo e, tudo que acontece é motivo para festejar. Imagine um evento de grandes proporções como o é a Copa do Mundo? Um evento em que todos se unem para celebrar, torcer, gritar e até chorar. Por que não?
E agora, só nos resta esperar pelo próximo jogo e torcer para que tenha mais emoção. Que os jogadores aprendam a usar também a cabeça e façam jogadas mais criativas para que nós nos alegremos um pouco, afinal alegria é a nossa marca maior.
Mas nada de colocar sobre os ombros dos jogadores nossos fracassos pessoais. Eles não têm obrigação de vencer para nos consolar.
Não devemos nos escusar das nossas obrigações como pessoas humanas e como cidadãos, descobrindo em nós mesmos, motivos para à felicidade.

4 comentários:
Olá,
Vim retribuir sua vista e comentário bem pertinente.
Gostei e já estou te seguindo
abraço
Resposta:
Obrigada Adriana,
por sua visita e também por me seguir.
Abraço
Simone,
Aproveitando umas horinhas de folga e tendo acordado mais cedo, estava dando uma circulada por aí nos blogs e encontrei esse seu.
Xeretando suas preferências de leitura me chamou a atenção "Ana Karenina" e "Os miseráveis" que eu amo de paixão.
Quanto a jogo, a parte que gosto é a reunião, a alegria que envolve a todos, mas sou zero em futebol e faço questão rss
Parabéns pelo blog!
bj
R.
Bom comentário, gostei de sua criatividade em sua mensagem. Se a seleção seguisse o seu exemplo de criatividade não perderíamos nem uma partida.
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