quinta-feira, 7 de abril de 2011

Manifesto em Defesa da Democracia

Íntegra do manifesto em defesa da Democracia que tem entre os signatários o jurista Hélio Bicudo, o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, o poeta Ferreira Gullar, o ator Carlos Vereza e o Historiador Marco Antonio Villa.

“Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.
Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.
Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.
É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.
É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.
É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.
É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.
É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há ”depois do expediente” para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no ”outro” um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.
É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.
É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.
É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.
Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.
Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.
Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos”.
Do Blog do Augusto Nunes, Revista Veja

sexta-feira, 25 de março de 2011

A paz - Oswaldo Montenegro



Esta paz, sublime paz, poderia invadir os corações de todos aqueles que estão desorientados. Mas esta paz já está dentro deles, eles não permitem que esta paz reine. Deixam-se violentar por tantos desejos absurdos e insanos. Quisera eu poder fazer todos sentirem a paz. Não a paz que vem por meio do dinheiro, poder comprar o que ser quer. Mas a paz que somente Deus pode proporcionar por meio de seu poder.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O mundo precisa mais de amor

Se ajudássemos cada um, uma pessoa pobre com as migalhas que caem dos nossos bolsos como Jesus Cristo fez, com aquela mulher que humildemente se comparou aos cachorrinhos, com certeza teríamos um mundo menos desigual e com comida nas mesas de todos. Não só comida, mas conforto, amparo, auxílio. Calor humano.
Não estou pedindo que saiam distribuindo todo o vosso dinheiro, mas apenas que se lembrem de que se nós temos os outros também têm o mesmo direito de possuir algum grão em seu prato dara degustar. E com o nosso apoio e ajuda poderíamos reduzir essas desigualdades sociais, esses abismos que insistem em separar ricos de pobres, brancos de negros, amarelo do vermelho.
Ontem conversando com um moço africano que me pediu para adicioná-lo em meu msn: o Mustaphá, que também é muçulmano, ele dizia:
- add me please. I am black, poor and orphan, don't study only work.
Eu não só o adicionei para lhe apoiar moralmente, fiz-me de mãe para ele se sentir melhor acolhido e menos desamparado. Conversamos um longo tempo e o fiz acreditar que DEUS existia e que naquele momento diante da sinceridade dele, Ele estava registrando no céu o pedido para atender todas as necessidades dele, mas que ele não cessasse de pensar NELE, que tenho certeza da existência, que ELE iria enviar ANJOS para protegê-lo e AJUDÁ-LO... que ele apenas cresse e não se desligasse OU parasse de pedir um só instante a ajuda dele. De minha parte teria mandado algum dinheiro naquele momento. Mesmo sem ter certeza, sem conferir seus dados ou informações eu mandaria. SE Ele tivesse uma conta bancária ou tivesse podido me dar alguma informação nesse sentido.
Mustafá entendeu o que eu falei e creu e disse-me que iria fazer tudo aquilo que eu lhe tinha dito. Foi para mim reconfortante, confortar alguem que está do outro lado, mas que em espírito e por espírito nos ligamos para suplicar o auxílio do ONIPOTENTE, ONiPRESENTE E ONISCIENTE DEUS em favor dos necessitados e inclusive dele.
O que seria para mim mandar alguma coisa, por menor que fosse? Até brinquei com ele e disse-lhe que hoje escreveria no blog e solicitaria de meus leitores auxílio para ELE. Mas quando lhe pedi um número de uma conta bancária ou o endereço ele não pode me informar a contento.
Mesmo que seja uma utopia as utopias é que nos alimentam e faz a gente acreditar que por trás do arco-íris deve haver um mundo melhor e mais colorido onde todos brincam como irmãos e não sentem necessidade de nada a não ser de AMOR E PAZ e apesar de saber que é exatamente deste jeito o outro lado, eu ainda, tenho muito o que fazer por aqui e espero que o ALTÍSSIMO permita que eu continue ajudando os meus irmãos com aquilo que tenho em meu coração e que me disponho a dividir: AMOR.
O mundo precisa de mais amor. Mesmo que o homem ganhe o mundo e não tiver amor em seu coração de nada lhe aproveitará tão grande tesouro.

E.T.: O Mustaphá é aluno do curso de francês do livemocha, como eu.