terça-feira, 30 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
A crônica de um crime anunciado
Processo Número1863657-4/2008
Autor: Ministério Público Estadual
Réu: B.S.S
B.S.S é surdo e mudo, tem 21 anos e é conhecido em Coité como “Mudinho.”
Quando criança, entrava nas casas alheias para merendar, jogar vídeo-game, para trocar de roupa, para trocar de tênis e, depois de algum tempo, também para levar algum dinheiro ou objeto. Conseguia abrir facilmente qualquer porta, janela, grade, fechadura ou cadeado. Domou os cães mais ferozes, tornando-se amigo deles. Abria também a porta de carros e dormia candidamente em seus bancos. Era motivo de admiração, espanto e medo!
O Ministério Público ofereceu dezenas de Representações contra o então adolescente B.S.S. pela prática de “atos infracionais” dos mais diversos. O Promotor de Justiça, Dr. José Vicente, quase o adotou e até o levou para brincar com seus filhos, dando-lhe carinho e afeto, mas não teve condições de cuidar do “Mudinho.”
O Judiciário o encaminhou para todos os órgãos e instituições possíveis, ameaçou prender Diretoras de Escolas que não o aceitava, mas também não teve condições de cuidar do “Mudinho.”
A comunidade não fez nada por ele.
O Município não fez nada por ele.
O Estado Brasileiro não fez nada por ele.
Hoje, B.S.S tem 21 anos, é maior de idade, e pratica crimes contra o patrimônio dos membros de uma comunidade que não cuidou dele.
Foi condenado, na vizinha Comarca de Valente, como “incurso nas sanções do art. 155, caput, por duas vezes, art. 155, § 4º, inciso IV, por duas vezes e no art. 155, § 4º, inciso IV c/c art. 14, inciso II”, a pena de dois anos e quatro meses de reclusão.
Por falta de estabelecimento adequado, cumpria pena em regime aberto nesta cidade de Coité.
Aqui, sem escolaridade, sem profissão, sem apoio da comunidade, sem família presente, sozinho, às três e meia da manhã, entrou em uma marmoraria e foi preso em flagrante. Por que uma marmoraria?
Foi, então, denunciado pelo Ministério Público pela prática do crime previsto no artigo 155, § 4º, incisos II e IV, c/c o artigo 14, II, do Código Penal, ou seja, crime de furto qualificado, cuja pena é de dois a oito anos de reclusão.
Foi um crime tentado. Não levou nada.
Por intermédio de sua mãe, foi interrogado e disse que “toma remédio controlado e bebeu cachaça oferecida por amigos; que ficou completamente desnorteado e então pulou o muro e entrou no estabelecimento da vítima quando foi surpreendido e preso pela polícia.”
Em alegações finais, a ilustre Promotora de Justiça requereu sua condenação “pela pratica do crime de furto qualificado pela escalada.”
B.S.S. tem péssimos antecedentes e não é mais primário. Sua ficha, contando os casos da adolescência, tem mais de metro.
O que deve fazer um magistrado neste caso? Aplicar a Lei simplesmente? Condenar B.S.S. à pena máxima em regime fechado?
O futuro de B.S.S. estava escrito. Se não fosse morto por um “proprietário” ou pela polícia, seria bandido. Todos sabiam e comentavam isso na cidade.
Hoje, o Ministério Público quer sua prisão e a cidade espera por isso. Ninguém quer o “Mudinho” solto por aí. Deve ser preso. Precisa ser retirado do seio da sociedade. Levado para a lixeira humana que é a penitenciária. Lá é seu lugar. Infelizmente, a Lei é dura, mas é a Lei!
O Juiz, de sua vez, deve ser a “boca da Lei.”
Será? O Juiz não faz parte de sua comunidade? Não pensa? Não é um ser humano?
De outro lado, será que o Direito é somente a Lei? E a Justiça, o que será?
Poderíamos, como já fizeram tantos outros, escrever mais de um livro sobre esses temas.
Nesse momento, no entanto, temos que resolver o caso concreto de B.S.S. O que fazer com ele?
Nenhuma sã consciência pode afirmar que a solução para B.S.S seja a penitenciária. Sendo como ela é, a penitenciária vai oferecer a B.S.S. tudo o que lhe foi negado na vida: escola, acompanhamento especial, afeto e compreensão? Não. Com certeza, não!
É o Juiz entre a cruz e a espada. De um lado, a consciência, a fé cristã, a compreensão do mundo, a utopia da Justiça... Do outro lado, a Lei.
Neste caso, prefiro a Justiça à Lei.
Assim, B.S.S., apesar da Lei, não vou lhe mandar para a Penitenciária.
Também não vou lhe absolver.
Vou lhe mandar prestar um serviço à comunidade.
Vou mandar que você, pessoalmente, em companhia de Oficial de Justiça desse Juízo e de sua mãe, entregue uma cópia dessa decisão, colhendo o “recebido”, a todos os órgãos públicos dessa cidade – Prefeitura, Câmara e Secretarias Municipais; a todas as associações civis dessa cidade – ONGs, clubes, sindicatos, CDL e maçonaria; a todas as Igrejas dessa cidade, de todas as confissões; ao Delegado de Polícia, ao Comandante da Polícia Militar e ao Presidente do Conselho de Segurança; a todos os órgãos de imprensa dessa cidade e a quem mais você quiser.
Aproveite e peça a eles um emprego, uma vaga na escola para adultos e um acompanhamento especial. Depois, apresente ao Juiz a comprovação do cumprimento de sua pena e não roubes mais!
Expeça-se o Alvará de Soltura.
Conceição do Coité- Ba, 07 de agosto de 2008,
ano vinte da Constituição Federal de 1988.
Bel. Gerivaldo Alves Neiva
Juiz de Direito
www.amab.com.br/gerivaldoneiva
gerivaldo_neiva@yahoo.com.br
Réu: B.S.S
B.S.S é surdo e mudo, tem 21 anos e é conhecido em Coité como “Mudinho.”
Quando criança, entrava nas casas alheias para merendar, jogar vídeo-game, para trocar de roupa, para trocar de tênis e, depois de algum tempo, também para levar algum dinheiro ou objeto. Conseguia abrir facilmente qualquer porta, janela, grade, fechadura ou cadeado. Domou os cães mais ferozes, tornando-se amigo deles. Abria também a porta de carros e dormia candidamente em seus bancos. Era motivo de admiração, espanto e medo!
O Ministério Público ofereceu dezenas de Representações contra o então adolescente B.S.S. pela prática de “atos infracionais” dos mais diversos. O Promotor de Justiça, Dr. José Vicente, quase o adotou e até o levou para brincar com seus filhos, dando-lhe carinho e afeto, mas não teve condições de cuidar do “Mudinho.”
O Judiciário o encaminhou para todos os órgãos e instituições possíveis, ameaçou prender Diretoras de Escolas que não o aceitava, mas também não teve condições de cuidar do “Mudinho.”
A comunidade não fez nada por ele.
O Município não fez nada por ele.
O Estado Brasileiro não fez nada por ele.
Hoje, B.S.S tem 21 anos, é maior de idade, e pratica crimes contra o patrimônio dos membros de uma comunidade que não cuidou dele.
Foi condenado, na vizinha Comarca de Valente, como “incurso nas sanções do art. 155, caput, por duas vezes, art. 155, § 4º, inciso IV, por duas vezes e no art. 155, § 4º, inciso IV c/c art. 14, inciso II”, a pena de dois anos e quatro meses de reclusão.
Por falta de estabelecimento adequado, cumpria pena em regime aberto nesta cidade de Coité.
Aqui, sem escolaridade, sem profissão, sem apoio da comunidade, sem família presente, sozinho, às três e meia da manhã, entrou em uma marmoraria e foi preso em flagrante. Por que uma marmoraria?
Foi, então, denunciado pelo Ministério Público pela prática do crime previsto no artigo 155, § 4º, incisos II e IV, c/c o artigo 14, II, do Código Penal, ou seja, crime de furto qualificado, cuja pena é de dois a oito anos de reclusão.
Foi um crime tentado. Não levou nada.
Por intermédio de sua mãe, foi interrogado e disse que “toma remédio controlado e bebeu cachaça oferecida por amigos; que ficou completamente desnorteado e então pulou o muro e entrou no estabelecimento da vítima quando foi surpreendido e preso pela polícia.”
Em alegações finais, a ilustre Promotora de Justiça requereu sua condenação “pela pratica do crime de furto qualificado pela escalada.”
B.S.S. tem péssimos antecedentes e não é mais primário. Sua ficha, contando os casos da adolescência, tem mais de metro.
O que deve fazer um magistrado neste caso? Aplicar a Lei simplesmente? Condenar B.S.S. à pena máxima em regime fechado?
O futuro de B.S.S. estava escrito. Se não fosse morto por um “proprietário” ou pela polícia, seria bandido. Todos sabiam e comentavam isso na cidade.
Hoje, o Ministério Público quer sua prisão e a cidade espera por isso. Ninguém quer o “Mudinho” solto por aí. Deve ser preso. Precisa ser retirado do seio da sociedade. Levado para a lixeira humana que é a penitenciária. Lá é seu lugar. Infelizmente, a Lei é dura, mas é a Lei!
O Juiz, de sua vez, deve ser a “boca da Lei.”
Será? O Juiz não faz parte de sua comunidade? Não pensa? Não é um ser humano?
De outro lado, será que o Direito é somente a Lei? E a Justiça, o que será?
Poderíamos, como já fizeram tantos outros, escrever mais de um livro sobre esses temas.
Nesse momento, no entanto, temos que resolver o caso concreto de B.S.S. O que fazer com ele?
Nenhuma sã consciência pode afirmar que a solução para B.S.S seja a penitenciária. Sendo como ela é, a penitenciária vai oferecer a B.S.S. tudo o que lhe foi negado na vida: escola, acompanhamento especial, afeto e compreensão? Não. Com certeza, não!
É o Juiz entre a cruz e a espada. De um lado, a consciência, a fé cristã, a compreensão do mundo, a utopia da Justiça... Do outro lado, a Lei.
Neste caso, prefiro a Justiça à Lei.
Assim, B.S.S., apesar da Lei, não vou lhe mandar para a Penitenciária.
Também não vou lhe absolver.
Vou lhe mandar prestar um serviço à comunidade.
Vou mandar que você, pessoalmente, em companhia de Oficial de Justiça desse Juízo e de sua mãe, entregue uma cópia dessa decisão, colhendo o “recebido”, a todos os órgãos públicos dessa cidade – Prefeitura, Câmara e Secretarias Municipais; a todas as associações civis dessa cidade – ONGs, clubes, sindicatos, CDL e maçonaria; a todas as Igrejas dessa cidade, de todas as confissões; ao Delegado de Polícia, ao Comandante da Polícia Militar e ao Presidente do Conselho de Segurança; a todos os órgãos de imprensa dessa cidade e a quem mais você quiser.
Aproveite e peça a eles um emprego, uma vaga na escola para adultos e um acompanhamento especial. Depois, apresente ao Juiz a comprovação do cumprimento de sua pena e não roubes mais!
Expeça-se o Alvará de Soltura.
Conceição do Coité- Ba, 07 de agosto de 2008,
ano vinte da Constituição Federal de 1988.
Bel. Gerivaldo Alves Neiva
Juiz de Direito
www.amab.com.br/gerivaldoneiva
gerivaldo_neiva@yahoo.com.br
Achei tão linda a crônica e tão elevados os sentimentos que nortearam o magistrado que não resisti e republiquei para que mais pessoas possam partilhar de tão nobre decisão. Este é um exemplo que deve ser imitado e seguido por todos.
Não precisaria escrever mais nada pois a crônica por si só é completa.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Pensamento de uma pessoa conservadora sendo desconstruído
Encontrei esta pérola e, resolvi publicá-la pois achei pertinente o momento. Assim quem sabe os indecisos ficam mais tranquilos para se decidirem... É longo, mas garanto, vale a pena! O país ainda está cheio de pessoas que pensam assim.
“ELOGIO DA VAGABUNDAGEM”, ou “AS BOBAGENS QUE A MAMÃE DIZ”
*Profa. Martha de Freitas Pannunzio (Mãe de Fábio Pannunzio, da BAND)
Eu tenho bronca do presidente, sim. Antes não tinha. Achava-o apenas sujo, mal lavado, ignorante, boçal, troglodita, inconveniente, atrevido, insolente, mentiroso etc. etc. etc. (impressionante número de adjetivos; isso é que é preconceito explícito!), porém eu punha estas arestas na conta de sua biografia e mudava de canal. Não conseguia compreender como nem por quê a CNBB, a OAB e uma parte da imprensa incensavam aquela pessoa e a transformavam num mito. Quando estourou o caso LURIAN eu acrescentei no meu caderninho: irresponsável (Lurian, a filha de Lula que foi colocada no Horário Eleitoral para derrubá-lo nas eleições de 1989. Collor venceu, e deu no que deu. Obs: hoje Lurian está com Lula e afastou-se da mãe, que serviu ao Collor).
Um dia Leonel Brizola, derrotado no primeiro turno de uma eleição presidencial, em face da ameaça da eleição de Collor, preconizou o voto útil e mandou que a militância do PDT tapasse o nariz e votasse no sapo barbudo (depois Brizola reviu seu posicionamento, e terminou a vida como grande aliado de Lula. Aliás, Brizola Neto é um grande aliado de Lula hoje. Veja em: http://www.tijolaco.com). Eu era presidente do PDT de Uberlândia e admirava Brizola, mas não consegui atender ao seu pedido (então ela votou no Collor?). A caricatura do sapo barbudo ficou para sempre desenhada no seu portfólio político. Indelével. Num País de grandes oradores políticos (saudades do Ruy Barbosa e do Barão do Rio Branco), aquele exaltado cidadão era apenas um ator da comédia bufa que sabia de cor duas ou três frases de efeito (preconceito de classe explícito).
A informação “aposentado por invalidez” (factóide, notícia falsa ad-nauseam divulgada pela direita contra Lula) por causa do dedo mindinho sempre me pareceu intriga da direita e eu nunca a apurei. Apenas anotei no meu caderninho (versão impressa do ‘Tenho Medo’, da Regina Duarte), mais uma vez, o fato curioso de ele estar sempre desocupado (outro factóide; mas pobre tem de trabalhar, não lutar por seus direitos!). Eu havia repassado 300 alunos por dia, dobrando turno na escola estadual de MG, durante 32 anos, para chegar a uma aposentadoria menor do que um salário mínimo (mentira!). De onde saíra aquele Messias fabricado?
O tempo não só confirmou o que eu pensava como, infelizmente, acrescentou outras considerações desabonadoras. Investido do cargo e dos poderes inerentes e decorrentes do cargo, ele botou as unhas de fora e se revelou por inteiro. Lerdo, esquecido, cego, mudo, mal acompanhado, arrogante, intrometido, globe-trotter contumaz e exigente, inconveniente, inoportuno, desrespeitoso, metido a engraçado, mal assessorado nos assuntos internos e externos, ele foi dizendo patacoadas que caíram na alma da gigantesca camada de brasileiros e brasileiras pobres de grana e pobres de espírito (a ‘gigantesca camada’ de brasileiros, ou seja, uns 82% do povo deste país aprova o governo Lula. Mas a fazendeira da dona Marta odeia essa ‘pobreza, ah, que nojo!’).
Estes cidadãos, das camadas de E a Z (Dona Martha não se conforma: sua empregada doméstica saiu da ‘camada Z’, pediu demissão e arrumou um emprego melhor no governo Lula), se contentaram com cestas, bolsas, vales, tíquetes, esmolas, enfeitadas com bandeiras, marchas messiânicas, quebra-quebra, invasões, saques, desordem generalizada (O Brasil não tem saques e desordens hoje, Dona Marta. Isso aconteceu nos governos FHC/SERRA, quando não havia programas sérios de distribuição de renda). O cargo lhe deu imunidade e impunidade e ele, generoso, repassou estes benefícios aos desordeiros e aos amigos mais próximos.
Estamos vivendo tempos modernos, preocupantes (Que saudades da Ditadura!). Nos últimos cinco anos eu, que não sou ninguém no contexto nacional, viúva, acumulo treze BOs (Boletins de Ocorrência Policial ) com registro de assaltos a mão armada e grandes prejuízos materiais na minha pequena fazenda em Uberlândia, onde resido. Pago/jogo fora, mais de 50% do movimento da minha atividade, para cumprir as exigências da escorchante carga tributária do atual governo. Eu era classe média, agora não sei mais o que sou. E, o que é pior, não tenho sossego para viver nem trabalhar. Nem eu nem meus companheiros de atividade agropecuária (como a turma do Agronegócio, da UDR?).
Em nome da reforma agrária uma grande baderna tomou conta da zona rural e ensejou a formação de gangues intocáveis, mantidas com rubricas polpudas de dinheiro público (conheço algumas ‘gangues intocáveis’: são os jagunços contratados por fazendeiros e grileiros, que expulsam os pobres do campos, que são obrigados a favelarem-se nas cidades). O documento cartorial de propriedade privada perdeu a validade (qual, aquele documento ‘grilado’?). O governo inventou índices inatingíveis de produtividade para configurar a improdutividade da terra e justificar o vandalismo dos seus apaniguados. E deixou a abóbora alastrar (terra improdutiva tem sim de ser destinada à Reforma Agrária. O Brasil tem a maior concentração de terras em mão de latifundiários no PLANETA!).
A corte da saparia coacha alto, voa pelo mundo numa suntuosa aeronave presidencial, mete a colher de pau onde não foi chamada, conta piada, faz sucesso no exterior (quanta dor de cotovelo; como é que pode, um ‘sapo barbudo’ ser tão respeitado na ONU e no mundo inteiro?), entretanto não sabe qual é o estoque regulador de alimentos de que dispomos. Não é capaz de mapear a produção. Não nos garante preço mínimo. Não cuida das estradas nem dos portos e aeroportos e vende mal nossas super safras de tudo, nossos minérios, nossos quilowatts de energia hidrelétrica limpa e não renovável (mentiras, Dona Martha. O Brasil é hoje o maior exportador de grãos do mundo, o Brasil gasta DEZENAS de vezes mais financiando os produtores rurais do que com reforma agrária, e somos CAMPEÕES de energia renovável, com as Hidrelétricas e o Álcool de cana. Nossa frota de carros e caminhões é a MAIOR DO MUNDO tocada a álcool e biodiesel. Isso sem contar com o petróleo do Pré-Sal).
Nos últimos anos o Brasil conheceu a desesperadora realidade do desemprego. Chegamos a crescer abaixo de ZERO. Quem estava empregado, caiu na informalidade (mais mentiras. O Brasil criou 15 milhões de empregos nos últimos anos, reduzindo a informalidade, e vamos crescer 8% neste ano, em níveis Chineses). As estradas estão repletas de acampamentos de sem-terra. Invadem à-toa, apenas para vender aquele chão que nada lhes custou (custou, sim, a vida e o sangue de milhões de trabalhadores, desde Zumbi dos Palmares) e depois invadir outra propriedade, para vendê-la também. É a Imobiliária MST-MLST, especialista em assentamento improdutivo, parceira e tutelada pelo INCRA desde a primeira invasão. São párias sociais, abandonados (eram abandonados pelos antigos senhores de engenho, Dona Martha. Tá com saudades do Brasil Colonial?).
Sem agrônomos, sem sementes, sem mandalas, sem carteira assinada, sem financiamento, vivendo de bicos e de pequenos delitos na vizinhança. Nas horas vagas engrossando o contingente de invasores em novas propriedades. Eu nunca ouvi o presidente dizer uma palavra a respeito desta conflagração nacional (atitude típica de preconceito, ou seja: pobre igual a marginal; que vergonha, Dona Martha!).
Neste momento a carteira de trabalho se tornou dispensável no Brasil, sabe por quê? Porque o emprego estável prejudica o recebimento da bolsa-esmola (pergunta e resposta falsas. Dona Martha quer que o pobre morra de fome, mesmo). O presidente milagroso catapultou 34 milhões (?) de miseráveis e, com dez quilos de arroz e um quilo de fubá, os instalou na classe média (que horror, tanto pobre comendo sem ter de comer nas mãos dos coronéis do Nordeste, nem mas mãos das ‘Sinhazinhas’ dos engenhos!).
Agora a candidata chapa-branca promete erradicar o restante da pobreza em quatro anos. É um delírio! (já pensou, Dona Martha, quem vai lavar as suas roupas, fazer a sua comida, limpar a sua privada?).
São oito anos de caos moral e ético no País (por isso esse País figura hoje entre as maiores nações do Mundo, sendo um dos Brics, onde está o caos?). Nada completamente novo, que o Brasil nunca tivesse praticado. Aliás nossa história política tem raros momentos de decência e escassos cidadãos ilibados (típico complexo de inferioridade colonialista). O fato novo é a escancarada intervenção do presidente em defesa de sua gangue (uma ‘gangue’ de 165 milhões de brasileiros, no mínimo), vociferando contra a imprensa, a justiça, o congresso, a Constituição, a sociedade civil organizada (do Movimento ‘Cansei’ e da Liga das Senhoras Católicas).
E agora, no apagar das luzes (apagar das luzes seria a eleição do Serra), ei-lo travestido de garoto-propaganda em tempo integral, usando com naturalidade todos os mecanismos do governo para empurrar goela abaixo (da direita e da elite) uma candidata que não tem luz própria, nem é petista, que ouviu a galinha cantar, mas não sabe cadê o ovo. Uma gordinha inimiga das instituições desde quando era de-menor (termo típico usado pela direita para designar menores infratores pobres). Bonitinha, é verdade, mas beleza não põe mesa.
Uma campanha messiânica começa a rotular a pupila do Sr. Presidente com o codinome de MÃE. Aí já é demais! O desconfiômetro deles pulou a janela e virou a esquina. Nem daqui a 50 anos o Brasil conseguirá limpar da alma do nosso povo esta nódoa maligna de conformismo raivoso e vingativo que o sapo barbudo impingiu na alma das camadas E a Z (ao contrário, Dona Martha, Lula é até acusado de fazer a tal conciliação das classes; sem um Lula, isso aqui tinha virado a Revolução Francesa, Dona Martha; a explosão social colocaria 4 milhões de ricos nas gilhotinas dos 165 milhões de excluídos, dos quais a senhora tem tanto nojo). Alguém deles leu O PRÍNCIPE, de Maquiavel. Com certeza.
Antes havia pobres por aqui. Milhares. Miseráveis. Porém eles aspiravam a uma superação pessoal (eram cordeirinhos da elite, aceitando de bom grado o matadouro). Hoje eles se acomodaram, cruzaram os braços. Esperam que tudo lhes caia do céu (que horror, não aceitam trabalhar por menos de um salário mínimo, sem carteira assinada, e ainda querem mandar os filhos pra faculdade!). As cotas universitárias revitalizaram o apartheid. Ao invés de injetar recurso no ensino público (onde só as elites conseguem entrar), a máquina de sedução que vira voto criou o PROUNI e fez proliferar as faculdades medíocres. Num país sem planejamento familiar, a juventude superlota os presídios (o pensamento conservador sempre busca uma forma dos pobres não procriarem). A guerra fratricida faz trincheira em cada esquina. A classe A levanta as muralhas de seus condomínios fechados (tadinha da Classe ‘A’; isso sim, é que é Apartheid!). A classe média paga imposto deduzido na fonte, tem plano de saúde e previdência privada (a classe média não se mistura na fila do INSS, realmente). Viver ficou perigoso demais. Caro demais. O resto são 70% de brasileiros e brasileiras ingênuos que caíram no mais moderno conto do vigário: o do marketing político institucional (Dona Martha confessa: 70% do povo brasileiro é idiota, e ela e seus amigos fazendeiros, os iluminados). A estes lhes bastam, hoje, como na Roma Antiga, migalhas de pão e algum futebol, já que o circo também morreu (que saudades das migalhas de pão que caíam das mesas dos senhores de engenho!).
Brizola jamais poderia suspeitar que ele faria do caçador de marajás seu líder no senado. Que o tesouro nacional acumularia montanhas de dólares obtidos de alíquotas e das taxas de juros mais altas do mundo (o tesouro nacional realmente tem uma montanha de dólares hoje, e o Brasil pagou a dívida esterna; nos tempos de FHC o Brasil tinha déficit, caixa vazio e uma ENORME dívida). Que a poupança renderia 0,65% e os cartões de crédito chegariam a cobrar 12% ao mês, capitalizados, claro, o que dá nada menos de 389,59% ao ano… Quanto menor a renda do financiado, maior o percentual de juros cobrado. O acesso da classe mais baixa ao crédito (que horror, pobre agora compra carro, geladeira, micro-ondas), portanto, só fez por aumentar os lucros fabulosos das financeiras, administradoras de crédito e demais sócios do clube da agiotagem consentida pelo poderoso goiano Meireles e seu Banco Central.
Cinqüenta anos para consertar esta mentira política talvez não sejam suficientes (moleza; a mentira política de FHC foi consertada em apenas 8 anos). Por tudo isto é que no dia 31 de outubro temos que comparecer em nossa sessão eleitoral e dizer um rotundo NÃO ao sapo barbudo (não quero te desanimar, mas tá difícil para o seu candidato, Dona Martha). Se não for para ganhar a eleição, que seja para saber com certeza quantos somos (muito poucos, cada vez menos), nós, que não perdemos a lucidez nem caímos no conto do vigário apregoado por um sapo que virou príncipe (Lula, volta pra fábrica!) e que, de dentro do seu palácio e da sua nave espacial ultra sofisticada, fez, despudoradamente, dia após dia durante oito anos, o ELOGIO DA VAGABUNDAGEM (os ‘vagabundos’, nós, os 165 milhões de brasileiros, agradecemos ao presidente Lula).
*Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
CPF 394.172.806-78
Uberlândia, MG, 30/set./2010
**Comentários em Vermelho:
Márcio Amêndola de Oliveira
Embu, SP, 23/out./2010
Extraído do blog.zequinhabarreto.org.br
Eu tenho bronca do presidente, sim. Antes não tinha. Achava-o apenas sujo, mal lavado, ignorante, boçal, troglodita, inconveniente, atrevido, insolente, mentiroso etc. etc. etc. (impressionante número de adjetivos; isso é que é preconceito explícito!), porém eu punha estas arestas na conta de sua biografia e mudava de canal. Não conseguia compreender como nem por quê a CNBB, a OAB e uma parte da imprensa incensavam aquela pessoa e a transformavam num mito. Quando estourou o caso LURIAN eu acrescentei no meu caderninho: irresponsável (Lurian, a filha de Lula que foi colocada no Horário Eleitoral para derrubá-lo nas eleições de 1989. Collor venceu, e deu no que deu. Obs: hoje Lurian está com Lula e afastou-se da mãe, que serviu ao Collor).
Um dia Leonel Brizola, derrotado no primeiro turno de uma eleição presidencial, em face da ameaça da eleição de Collor, preconizou o voto útil e mandou que a militância do PDT tapasse o nariz e votasse no sapo barbudo (depois Brizola reviu seu posicionamento, e terminou a vida como grande aliado de Lula. Aliás, Brizola Neto é um grande aliado de Lula hoje. Veja em: http://www.tijolaco.com). Eu era presidente do PDT de Uberlândia e admirava Brizola, mas não consegui atender ao seu pedido (então ela votou no Collor?). A caricatura do sapo barbudo ficou para sempre desenhada no seu portfólio político. Indelével. Num País de grandes oradores políticos (saudades do Ruy Barbosa e do Barão do Rio Branco), aquele exaltado cidadão era apenas um ator da comédia bufa que sabia de cor duas ou três frases de efeito (preconceito de classe explícito).
A informação “aposentado por invalidez” (factóide, notícia falsa ad-nauseam divulgada pela direita contra Lula) por causa do dedo mindinho sempre me pareceu intriga da direita e eu nunca a apurei. Apenas anotei no meu caderninho (versão impressa do ‘Tenho Medo’, da Regina Duarte), mais uma vez, o fato curioso de ele estar sempre desocupado (outro factóide; mas pobre tem de trabalhar, não lutar por seus direitos!). Eu havia repassado 300 alunos por dia, dobrando turno na escola estadual de MG, durante 32 anos, para chegar a uma aposentadoria menor do que um salário mínimo (mentira!). De onde saíra aquele Messias fabricado?
O tempo não só confirmou o que eu pensava como, infelizmente, acrescentou outras considerações desabonadoras. Investido do cargo e dos poderes inerentes e decorrentes do cargo, ele botou as unhas de fora e se revelou por inteiro. Lerdo, esquecido, cego, mudo, mal acompanhado, arrogante, intrometido, globe-trotter contumaz e exigente, inconveniente, inoportuno, desrespeitoso, metido a engraçado, mal assessorado nos assuntos internos e externos, ele foi dizendo patacoadas que caíram na alma da gigantesca camada de brasileiros e brasileiras pobres de grana e pobres de espírito (a ‘gigantesca camada’ de brasileiros, ou seja, uns 82% do povo deste país aprova o governo Lula. Mas a fazendeira da dona Marta odeia essa ‘pobreza, ah, que nojo!’).
Estes cidadãos, das camadas de E a Z (Dona Martha não se conforma: sua empregada doméstica saiu da ‘camada Z’, pediu demissão e arrumou um emprego melhor no governo Lula), se contentaram com cestas, bolsas, vales, tíquetes, esmolas, enfeitadas com bandeiras, marchas messiânicas, quebra-quebra, invasões, saques, desordem generalizada (O Brasil não tem saques e desordens hoje, Dona Marta. Isso aconteceu nos governos FHC/SERRA, quando não havia programas sérios de distribuição de renda). O cargo lhe deu imunidade e impunidade e ele, generoso, repassou estes benefícios aos desordeiros e aos amigos mais próximos.
Estamos vivendo tempos modernos, preocupantes (Que saudades da Ditadura!). Nos últimos cinco anos eu, que não sou ninguém no contexto nacional, viúva, acumulo treze BOs (Boletins de Ocorrência Policial ) com registro de assaltos a mão armada e grandes prejuízos materiais na minha pequena fazenda em Uberlândia, onde resido. Pago/jogo fora, mais de 50% do movimento da minha atividade, para cumprir as exigências da escorchante carga tributária do atual governo. Eu era classe média, agora não sei mais o que sou. E, o que é pior, não tenho sossego para viver nem trabalhar. Nem eu nem meus companheiros de atividade agropecuária (como a turma do Agronegócio, da UDR?).
Em nome da reforma agrária uma grande baderna tomou conta da zona rural e ensejou a formação de gangues intocáveis, mantidas com rubricas polpudas de dinheiro público (conheço algumas ‘gangues intocáveis’: são os jagunços contratados por fazendeiros e grileiros, que expulsam os pobres do campos, que são obrigados a favelarem-se nas cidades). O documento cartorial de propriedade privada perdeu a validade (qual, aquele documento ‘grilado’?). O governo inventou índices inatingíveis de produtividade para configurar a improdutividade da terra e justificar o vandalismo dos seus apaniguados. E deixou a abóbora alastrar (terra improdutiva tem sim de ser destinada à Reforma Agrária. O Brasil tem a maior concentração de terras em mão de latifundiários no PLANETA!).
A corte da saparia coacha alto, voa pelo mundo numa suntuosa aeronave presidencial, mete a colher de pau onde não foi chamada, conta piada, faz sucesso no exterior (quanta dor de cotovelo; como é que pode, um ‘sapo barbudo’ ser tão respeitado na ONU e no mundo inteiro?), entretanto não sabe qual é o estoque regulador de alimentos de que dispomos. Não é capaz de mapear a produção. Não nos garante preço mínimo. Não cuida das estradas nem dos portos e aeroportos e vende mal nossas super safras de tudo, nossos minérios, nossos quilowatts de energia hidrelétrica limpa e não renovável (mentiras, Dona Martha. O Brasil é hoje o maior exportador de grãos do mundo, o Brasil gasta DEZENAS de vezes mais financiando os produtores rurais do que com reforma agrária, e somos CAMPEÕES de energia renovável, com as Hidrelétricas e o Álcool de cana. Nossa frota de carros e caminhões é a MAIOR DO MUNDO tocada a álcool e biodiesel. Isso sem contar com o petróleo do Pré-Sal).
Nos últimos anos o Brasil conheceu a desesperadora realidade do desemprego. Chegamos a crescer abaixo de ZERO. Quem estava empregado, caiu na informalidade (mais mentiras. O Brasil criou 15 milhões de empregos nos últimos anos, reduzindo a informalidade, e vamos crescer 8% neste ano, em níveis Chineses). As estradas estão repletas de acampamentos de sem-terra. Invadem à-toa, apenas para vender aquele chão que nada lhes custou (custou, sim, a vida e o sangue de milhões de trabalhadores, desde Zumbi dos Palmares) e depois invadir outra propriedade, para vendê-la também. É a Imobiliária MST-MLST, especialista em assentamento improdutivo, parceira e tutelada pelo INCRA desde a primeira invasão. São párias sociais, abandonados (eram abandonados pelos antigos senhores de engenho, Dona Martha. Tá com saudades do Brasil Colonial?).
Sem agrônomos, sem sementes, sem mandalas, sem carteira assinada, sem financiamento, vivendo de bicos e de pequenos delitos na vizinhança. Nas horas vagas engrossando o contingente de invasores em novas propriedades. Eu nunca ouvi o presidente dizer uma palavra a respeito desta conflagração nacional (atitude típica de preconceito, ou seja: pobre igual a marginal; que vergonha, Dona Martha!).
Neste momento a carteira de trabalho se tornou dispensável no Brasil, sabe por quê? Porque o emprego estável prejudica o recebimento da bolsa-esmola (pergunta e resposta falsas. Dona Martha quer que o pobre morra de fome, mesmo). O presidente milagroso catapultou 34 milhões (?) de miseráveis e, com dez quilos de arroz e um quilo de fubá, os instalou na classe média (que horror, tanto pobre comendo sem ter de comer nas mãos dos coronéis do Nordeste, nem mas mãos das ‘Sinhazinhas’ dos engenhos!).
Agora a candidata chapa-branca promete erradicar o restante da pobreza em quatro anos. É um delírio! (já pensou, Dona Martha, quem vai lavar as suas roupas, fazer a sua comida, limpar a sua privada?).
São oito anos de caos moral e ético no País (por isso esse País figura hoje entre as maiores nações do Mundo, sendo um dos Brics, onde está o caos?). Nada completamente novo, que o Brasil nunca tivesse praticado. Aliás nossa história política tem raros momentos de decência e escassos cidadãos ilibados (típico complexo de inferioridade colonialista). O fato novo é a escancarada intervenção do presidente em defesa de sua gangue (uma ‘gangue’ de 165 milhões de brasileiros, no mínimo), vociferando contra a imprensa, a justiça, o congresso, a Constituição, a sociedade civil organizada (do Movimento ‘Cansei’ e da Liga das Senhoras Católicas).
E agora, no apagar das luzes (apagar das luzes seria a eleição do Serra), ei-lo travestido de garoto-propaganda em tempo integral, usando com naturalidade todos os mecanismos do governo para empurrar goela abaixo (da direita e da elite) uma candidata que não tem luz própria, nem é petista, que ouviu a galinha cantar, mas não sabe cadê o ovo. Uma gordinha inimiga das instituições desde quando era de-menor (termo típico usado pela direita para designar menores infratores pobres). Bonitinha, é verdade, mas beleza não põe mesa.
Uma campanha messiânica começa a rotular a pupila do Sr. Presidente com o codinome de MÃE. Aí já é demais! O desconfiômetro deles pulou a janela e virou a esquina. Nem daqui a 50 anos o Brasil conseguirá limpar da alma do nosso povo esta nódoa maligna de conformismo raivoso e vingativo que o sapo barbudo impingiu na alma das camadas E a Z (ao contrário, Dona Martha, Lula é até acusado de fazer a tal conciliação das classes; sem um Lula, isso aqui tinha virado a Revolução Francesa, Dona Martha; a explosão social colocaria 4 milhões de ricos nas gilhotinas dos 165 milhões de excluídos, dos quais a senhora tem tanto nojo). Alguém deles leu O PRÍNCIPE, de Maquiavel. Com certeza.
Antes havia pobres por aqui. Milhares. Miseráveis. Porém eles aspiravam a uma superação pessoal (eram cordeirinhos da elite, aceitando de bom grado o matadouro). Hoje eles se acomodaram, cruzaram os braços. Esperam que tudo lhes caia do céu (que horror, não aceitam trabalhar por menos de um salário mínimo, sem carteira assinada, e ainda querem mandar os filhos pra faculdade!). As cotas universitárias revitalizaram o apartheid. Ao invés de injetar recurso no ensino público (onde só as elites conseguem entrar), a máquina de sedução que vira voto criou o PROUNI e fez proliferar as faculdades medíocres. Num país sem planejamento familiar, a juventude superlota os presídios (o pensamento conservador sempre busca uma forma dos pobres não procriarem). A guerra fratricida faz trincheira em cada esquina. A classe A levanta as muralhas de seus condomínios fechados (tadinha da Classe ‘A’; isso sim, é que é Apartheid!). A classe média paga imposto deduzido na fonte, tem plano de saúde e previdência privada (a classe média não se mistura na fila do INSS, realmente). Viver ficou perigoso demais. Caro demais. O resto são 70% de brasileiros e brasileiras ingênuos que caíram no mais moderno conto do vigário: o do marketing político institucional (Dona Martha confessa: 70% do povo brasileiro é idiota, e ela e seus amigos fazendeiros, os iluminados). A estes lhes bastam, hoje, como na Roma Antiga, migalhas de pão e algum futebol, já que o circo também morreu (que saudades das migalhas de pão que caíam das mesas dos senhores de engenho!).
Brizola jamais poderia suspeitar que ele faria do caçador de marajás seu líder no senado. Que o tesouro nacional acumularia montanhas de dólares obtidos de alíquotas e das taxas de juros mais altas do mundo (o tesouro nacional realmente tem uma montanha de dólares hoje, e o Brasil pagou a dívida esterna; nos tempos de FHC o Brasil tinha déficit, caixa vazio e uma ENORME dívida). Que a poupança renderia 0,65% e os cartões de crédito chegariam a cobrar 12% ao mês, capitalizados, claro, o que dá nada menos de 389,59% ao ano… Quanto menor a renda do financiado, maior o percentual de juros cobrado. O acesso da classe mais baixa ao crédito (que horror, pobre agora compra carro, geladeira, micro-ondas), portanto, só fez por aumentar os lucros fabulosos das financeiras, administradoras de crédito e demais sócios do clube da agiotagem consentida pelo poderoso goiano Meireles e seu Banco Central.
Cinqüenta anos para consertar esta mentira política talvez não sejam suficientes (moleza; a mentira política de FHC foi consertada em apenas 8 anos). Por tudo isto é que no dia 31 de outubro temos que comparecer em nossa sessão eleitoral e dizer um rotundo NÃO ao sapo barbudo (não quero te desanimar, mas tá difícil para o seu candidato, Dona Martha). Se não for para ganhar a eleição, que seja para saber com certeza quantos somos (muito poucos, cada vez menos), nós, que não perdemos a lucidez nem caímos no conto do vigário apregoado por um sapo que virou príncipe (Lula, volta pra fábrica!) e que, de dentro do seu palácio e da sua nave espacial ultra sofisticada, fez, despudoradamente, dia após dia durante oito anos, o ELOGIO DA VAGABUNDAGEM (os ‘vagabundos’, nós, os 165 milhões de brasileiros, agradecemos ao presidente Lula).
*Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
CPF 394.172.806-78
Uberlândia, MG, 30/set./2010
**Comentários em Vermelho:
Márcio Amêndola de Oliveira
Embu, SP, 23/out./2010
Extraído do blog.zequinhabarreto.org.br
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Tornar-se como criança
Nesse feriado fui para o sítio onde moram minha irmã e família. Fiquei de domingo até terça-feira para aproveitar bem o descanso.
Os dias no Sítio foram para lá de revigorantes. Fiquei novinha em folha... pronta para aguentar os próximos trancos. Rever os meus sobrinhos foi como reencontrar meu tesouro. Recuperei o humor e o astral.
Conviver com crianças é muito enriquecedor. Elas são sempre tão espontâneas e curiosas que faz a gente remoçar. Nada melhor para curar uma fossa! Ou levantar o ânimo.
Descobri que preciso ir mais vezes ao Sítio. Tanto para rever meus lindos sobrinhos quanto para espairecer respirando ar puro e estar em contato direto com a natureza. Ou posso também providenciar uma criança para a minha vida. As crianças me deixam de bem com à vida e com à esperança em cima.
Lidar com criança é também voltar a ser uma, no sentido literal da palavra. Nós precisamos deixar o nosso lado criança vir à tona sempre. É ele que nos faz ser melhores e, com ele aprendemos mais. Porque ser criança é querer saber tudo o que acontece a nossa volta.
Ser criança é viver sem se preocupar com nada. É esquecer a razão e o controle.
Ser criança é não ter maldade ou malícia.
Mas ser criança é antes de mais nada, agradecer sempre, dando mais colorido à vida.
Não deixe o seu lado criança morrer nunca. Não tenha medo de errar ou de sofrer. Isto é absolutamente natural.
Saíba que tudo é momentâneo. Nada nem ninguém é eterno. Apenas a alma e esta, precisa renovar-se a cada amanhecer.
O próprio Jesus Cristo falou: "deixai vir a mim as criancinhas, porque das tais é o reino dos céus".
Então não nos cansemos de acreditar. Deus ama os que consegue se tornar como criança.
Os dias no Sítio foram para lá de revigorantes. Fiquei novinha em folha... pronta para aguentar os próximos trancos. Rever os meus sobrinhos foi como reencontrar meu tesouro. Recuperei o humor e o astral.
Conviver com crianças é muito enriquecedor. Elas são sempre tão espontâneas e curiosas que faz a gente remoçar. Nada melhor para curar uma fossa! Ou levantar o ânimo.
Descobri que preciso ir mais vezes ao Sítio. Tanto para rever meus lindos sobrinhos quanto para espairecer respirando ar puro e estar em contato direto com a natureza. Ou posso também providenciar uma criança para a minha vida. As crianças me deixam de bem com à vida e com à esperança em cima.
Lidar com criança é também voltar a ser uma, no sentido literal da palavra. Nós precisamos deixar o nosso lado criança vir à tona sempre. É ele que nos faz ser melhores e, com ele aprendemos mais. Porque ser criança é querer saber tudo o que acontece a nossa volta.
Ser criança é viver sem se preocupar com nada. É esquecer a razão e o controle.
Ser criança é não ter maldade ou malícia.
Mas ser criança é antes de mais nada, agradecer sempre, dando mais colorido à vida.
Não deixe o seu lado criança morrer nunca. Não tenha medo de errar ou de sofrer. Isto é absolutamente natural.
Saíba que tudo é momentâneo. Nada nem ninguém é eterno. Apenas a alma e esta, precisa renovar-se a cada amanhecer.
O próprio Jesus Cristo falou: "deixai vir a mim as criancinhas, porque das tais é o reino dos céus".
Então não nos cansemos de acreditar. Deus ama os que consegue se tornar como criança.
domingo, 3 de outubro de 2010
Dia da Eleição
Dia tranquilo, sem chuva, mas um friozinho que deu vontade de ficar embaixo dos cobertores... Com muito esforço levantei-me para exercer minha cidadania. Louvado seja Deus por isto... Não caiu uma gota d'água pelo menos desde a hora que eu levantei. Espero que todos tenham agradecido.
A cidade estava repleta de santinhos por toda parte... E todos corriam para exercer também a tão propalada cidadania. Não sei se com o mesmo prazer que eu, mas todos a postos...
Nas escolas por onde passei tudo transcorria na mais absoluta tranquilidade e paz... As pessoas passavam tão compenetradas e sorridentes... Pareciam ter certeza de que seus candidatos iriam se eleger.
Eu não tive nenhuma dúvida em quem votar com exceção do governador... Votei com prazer na Marina Silva para presidente. Acho que pela primeira vez tenho certeza de votar bem... Daria meu voto novamente para ela. Acho que ela merece pelo esforço e dedicação com que se empenha na vida pública. Por seu exemplo de vida. E por seu plano de governo.
A Marina é simples na verdade, mas é com os simples que está a sabedoria e a honestidade.
Agora estou aguardando a apuração... Aguardando com ansiedade o número de votos de meus candidatos, e torcendo para que os brasileiros tenham votado bem também. Que tenham analisado com responsabilidade à ficha dos candidatos para que pessoas sérias e comprometidas sejam eleitas e não bananas!
Aguardemos então à apuração! Que Deus nos ajude!
A cidade estava repleta de santinhos por toda parte... E todos corriam para exercer também a tão propalada cidadania. Não sei se com o mesmo prazer que eu, mas todos a postos...
Nas escolas por onde passei tudo transcorria na mais absoluta tranquilidade e paz... As pessoas passavam tão compenetradas e sorridentes... Pareciam ter certeza de que seus candidatos iriam se eleger.
Eu não tive nenhuma dúvida em quem votar com exceção do governador... Votei com prazer na Marina Silva para presidente. Acho que pela primeira vez tenho certeza de votar bem... Daria meu voto novamente para ela. Acho que ela merece pelo esforço e dedicação com que se empenha na vida pública. Por seu exemplo de vida. E por seu plano de governo.
A Marina é simples na verdade, mas é com os simples que está a sabedoria e a honestidade.
Agora estou aguardando a apuração... Aguardando com ansiedade o número de votos de meus candidatos, e torcendo para que os brasileiros tenham votado bem também. Que tenham analisado com responsabilidade à ficha dos candidatos para que pessoas sérias e comprometidas sejam eleitas e não bananas!
Aguardemos então à apuração! Que Deus nos ajude!
sábado, 2 de outubro de 2010
Abençoada chuva!
Graças ao bom e grande Deus a chuva veio... Há mais de uma semana que chove aqui em minha cidade... Ou seja a cidade que tenho adotado para viver... Por enquanto...
Tem chovido direto... Uma chuva constante e ininterrupta. Estávamos mesmo precisando de muita chuva... Meu cunhado no sítio já reclamava da necessidade da chuva... Agora ela veio... meus varais cheios de roupa... E o mofo que já quer despontar... Mas louvado seja Deus por nos mandar a tão abençoada chuva!
Já sinto saudade do grande astro Rei: o sol... Mas a saudade pode esperar... O importante é que não deixemos de plantar. O Brasil precisa de alimentos.
Deus está sempre pronto a nos perdoar e relevar nossas ofenças. Quem
clama ele sempre responde com bençãos. Essa é a nossa benção!
O capim já está novamente verde. E no campo as novidades já brotam.
Só temos que agradecer por tanto amor e bondade! E por ele nos escutar!
Por tudo, obrigada Senhor!
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